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A adoção de cloud está acontecendo, no geral, de forma positiva. No entanto, existem algumas considerações a serem feitas

Sou um grande fã de novas tecnologias então, quando digo que a adoção da nuvem está acontecendo, no geral, é algo positivo. No entanto, existem algumas considerações a serem feitas. É notável que a adoção da nuvem está em ascensão. Quase todo CIO se tornou um adepto e, inclusive, uma pesquisa do Gartner prevê um crescimento de 16,5% na indústria de cloud em 2016.

Apesar disso, a Forbes informou recentemente que “a computação em nuvem deveria tornar as coisas mais simples para as empresas e seus usuários. Ao invés disso, as coisas estão ficando rapidamente cada vez mais complicadas”. Ou seja, conforme as empresas se movem para a nuvem, irão precisar das ferramentas corretas para lidar com a crescente complexidade que essa migração traz. Apresento abaixo três pontos importantes.

A nuvem está ficando lotada

Já podemos observar as equipes de TI sobrecarregadas com o gerenciamento e suporte de BUs e silos utilizando diferentes serviços de nuvem, por exemplo, a área de Vendas utilizando Salesforce, enquanto o RH utiliza Trinet. Uma pesquisa deste ano aponta que 85% das empresas usam mais de uma aplicação na nuvem e, muitas delas, ao menos quatro.

Integrar esses serviços é rápido e fácil, tornando-os atraentes para várias equipes de uma empresa. Entretanto, os usuários não enxergam os problemas que isso gera para a TI. Uma simples solicitação de sincronização de base de dados pode se tornar uma tarefa demorada e a equipe fica sobrecarregada pelo grande número de aplicações que poderiam ser simplificadas. E a lista de contratempos tende a aumentar.

Se continuar assim, o crescimento de serviços na nuvem também pode resultar em uma explosão de complicações daqui a algum tempo. Para evitar esse congestionamento, as equipes de TI precisam de sistemas de rede e monitoramento de aplicações para corresponder à velocidade e escala requeridas atualmente.

Nuvens múltiplas versus nuvens híbridas

A nuvem múltipla utiliza muitos serviços de diferentes fornecedores, enquanto a nuvem híbrida é uma nuvem pública integrada à rede privada.

Os prós e os contras são distintos para cada lado. Muitas vezes, a empresa escolhe a nuvem múltipla para não ficar presa a um servidor. O Windows IT Pro explica o raciocínio: colocar compras em vários carrinhos é como apostar em múltiplos vencedores, e te dá a oportunidade de acessar as melhores e mais recentes inovações. Mas tal rota exige que as organizações dupliquem ou integrem as aplicações de diferentes serviços. Esse é mais um caso que mostra a velocidade de adoção da nuvem ultrapassando a capacidade de gerenciá-la.

A nuvem híbrida é vista como uma solução mais vertical. Impulsionados pela agilidade das equipes de TI, os fãs desse método alegam que a modalidade híbrida é mais adequada para cargas de trabalho dinâmicas. Isso é visto como uma forma barata de escalar rapidamente. Apesar de ser favorável para os profissionais da área, é preciso pensar que, se estão implementando mais coisas cada vez mais rápido, é importante fazer algo para evitar a sobrecarga.

Independentemente de escolha, há uma questão ainda mais profunda: conforme as empresas expandem seu ambiente de TI com serviços na nuvem, suas redes se tornam mais complexas. Ou seja, se elas não forem capazes de tratar rapidamente os novos problemas, a adoção da nuvem não será um sucesso.

Chamada para uma “Nuvem de Nuvens”

Finalmente, você também deve ter escutado sobre demandas recentes para uma “nuvem de nuvens”. As pessoas estão procurando uma maneira de integrar seus diversos serviços em nuvem e redes. Ter um local centralizado onde possam visualizar e controlar toda a rede é o sonho dos CIO’s. Esse é outro desafio que as empresas enfrentam com o crescimento da nuvem. Não estamos falando apenas sobre risco de número de adeptos. A preocupação nesse ponto é o aumento da infraestrutura da nuvem dentro de uma organização – e isso sim é bem complexo.

O fato é que a tecnologia da nuvem já percorreu um longo caminho, mas ainda temos de ir mais longe na gestão desse crescimento. Por esse motivo, acredito na eficácia da Gestão de Desempenho Unificada e em ferramentas que facilitem a rápida mudança do ambiente da nuvem para empresas. Porque, na verdade, a velocidade não é necessariamente boa ou má. Trata-se de onde irá levá-lo. E acredito que as empresas devam controlar essa velocidade para os objetivos do negócio.

Fonte:

http://computerworld.com.br/consideracoes-sobre-nuvens-multiplas-versus-nuvens-hibridas

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