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Planejamento. Essa é a palavra-chave quando se fala em implementação de um serviço em nuvem.  Embora conhecida e já popularizada, a cloud ainda causa dor de cabeça para os gestores de TI.  Em certos casos, a falta de conhecimento sobre o que é necessário para a criação de um projeto em nuvem pode gerar uma surpresa com o valor do investimento final.

Desenvolver um projeto de cloud não é tão simples quanto acender uma lâmpada, por exemplo. Explico melhor, muitos ainda visualizam que essa migração de um ambiente tradicional para uma arquitetura em nuvem resume-se apenas a contratação e migração de serviços sob demanda em que todas as cargas de trabalho que existem no ambiente de produção vão migrar de maneira transparente para um ambiente em nuvem.

Por experiência, entendo que é uma jornada que exige um planejamento detalhado e consistente, a fim de fazer uma previsibilidade do custo e evitar sustos na conta. Seguir alguns passos pode ser o caminho para acertar na escolha da melhor solução de TI para resolver as questões da empresa.

1- Definir:

Qual o problema a ser resolvido? Por que a empresa precisa do serviço de nuvem e quais ferramentas de trabalho serão levadas para essa nuvem? Trata-se de uma adaptação para web do CRM até então cliente-servidor ou adoção de uma tecnologia para armazenamento de arquivos? É o pacote Microsoft Office, uma suíte de aplicativos para design gráfico 3D? É o momento de entender de maneira ampla o que a empresa pretende mudar a partir da implementação da solução e o que espera de resultados. Por que nuvem ? Por que agora ?

2- Avaliar: 

Entender o que vai ser preciso em termos de infraestrutura, seja de hardware, software ou de pessoas. Nessa etapa também se definem as políticas e as orientações estabelecidas para o uso do serviço. No caso de uma nuvem privada, é altamente recomendável virtualizar servidores e adicionar soluções para aumentar a eficiência do datacenter, minimizando o tráfego nos aplicativos e elevando a disponibilidade.

Além disso, a nuvem é uma boa alternativa para elevar a produtividade na ponta. Ao se virtualizar desktops, o funcionário ganha mais disponibilidade das ferramentas de trabalho. Ao criar-se uma nuvem, obtemos maior agilidade, fluxos bem definidos de cargas de trabalho, orquestração, bilhetagem, velocidade de provisionamento, entre outros.

3- Desenvolver: 

Elaborar o projeto, fazendo um desenho detalhado que tenha como foco a boa experiência do usuário, sem esquecer do cálculo de custo previsível, considerando todas as hipóteses, tais como comprar um servidor ou alugá-lo e também usando a nuvem. Nesse período, também se realiza a crucial fase de testes, simulando as situações mais críticas, sempre pensando na experiência do funcionário que vai executar determinada aplicação ou fluxo de trabalho.

4- Implementar: 

A implementação da tecnologia propriamente dita, quando é realizada a instalação dos serviços contratados. É quando finalmente todo o projeto é posto à prova dos desafios propostos nos passos anteriores e é quando são criados os fundamentos de toda a arquitetura em nuvem.

5- Monitorar:

Após a implementação, o processo precisa de monitoramento constante, avaliando se o funcionamento vai ao encontro das expectativas e necessidades do cliente ou se é necessário fazer ajustes. O principal ponto a ser observado aqui é a experiência do usuário, ou seja, qual o impacto do novo cenário tecnológico na vida do colaborador. Contar com a consultoria do fabricante de software certificará que a experiência do usuário está em linha com padrões desejados, além de prover o passo-a-passo de como manter o ambiente rodando apropriadamente.

A consultoria também poderá apoiá-lo na identificação das melhores práticas para disseminar uma política de segurança. A pesquisa BSA Global Software mostrou que no Brasil 58% dos usuários de nuvem compartilham senhas de acesso. O estudo revela que parte do problema acontece devido a uma falta de políticas para o uso da nuvem: 42% dos participantes disseram que as empresas onde trabalham não possuem essas políticas ou orientações específicas para esse fim.

Assim, a escolha de um parceiro que ofereça uma solução customizada para o projeto de cloud e consultoria profissional contribuem na definição das políticas de uso, bem como dos critérios para fornecimento de credenciais, que devem ser observadas já no início do processo. Com um planejamento estruturado, questões como senhas de acesso podem ser resolvidas facilmente, mantendo a satisfação do cliente: o usuário final.

* Nuno Alves é engenheiro de pré-vendas da Citrix Brasil.

Fonte: http://www.baguete.com.br/noticias/17/08/2016/planejamento-e-chave-para-adotar-nuvem

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