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watson jeopardy

Empresa está trabalhando com universidades dos EUA para que o sistema de inteligência artificial possa reduzir o tempo de detecção de ameaças

A IBM decidiu utilizar as capacidades analíticas e de aprendizagem de máquina do Watson para desenvolver o que ela denomina de segurança cognitiva, em que os sistemas de inteligência artificial (IA) aprendem a entender termos e conceitos da segurança da informação para reduzir o tempo de detecção e de resposta a ameaças.

Para o desenvolvimento do projeto, denominado Watson for Cybersecurity, IBM está trabalhando com oito universidades norte-americanas diferentes para alimentar até 15 mil novos documentos todos os meses, incluindo relatórios de inteligência sobre ameaças, estratégias de cibercrime, bases de dados de ameaças e materiais de sua própria biblioteca de pesquisa.

“Os sistemas cognitivos podem reconhecer o rico significado contextual desse conhecimento [no caso as ameaças] e aplicar dados gerados por máquinas tradicionais para ajudar os analistas a entender melhor o que estão vendo”, diz Jeb Linton, arquiteto de segurança da IBM para o Watson.

“Trata-se de aprender como levar conhecimento humano [na forma de posts, artigos] ,na maior parte, na forma de linguagem, e usá-lo como dados para treinamento de algoritmos de aprendizado de máquina”, explica Linton.

Desafios da segurança

Para o especialista, a inovação tecnológica tem de enfrentar os desafios que os profissionais de segurança enfrentam atualmente, ou permanecerá à margem como uma opção legal, mas não prática. Linton diz que a  segurança cognitiva tem o potencial de reduzir os tempos de resposta a incidentes, otimizar a precisão dos alertas e manter-se atualizado com a pesquisa de ameaças.

“Precisamos nos certificar de que essas tecnologias estão realmente resolvendo os problemas que os profissionais de segurança estão enfrentando, tanto hoje como no futuro”, diz Diana Kelley da área de inteligência de segurança da IBM.

De acordo com estatísticas do IBM Institute of Business Value, 40% dos profissionais de segurança acreditam que a segurança cognitiva melhorará a detecção e a resposta a incidentes e 37% acreditam que as soluções de segurança cognitiva melhorarão significativamente o tempo de resposta a incidentes.

Outros 36% dos entrevistados acreditam que a segurança cognitiva proporcionará maior confiança para discriminar entre eventos inócuos e verdadeiros. Se os analistas de segurança forem capazes de se manter atualizados em relação às ameaças e aumentar a precisão dos alertas, eles também poderão reduzir o tempo de resposta. Além disso, mais da metade (57%) dos gestores de segurança acreditam que as soluções de segurança cognitiva podem diminuir significativamente os esforços dos cibercriminosos.

De acordo com a IBM, a tecnologia de segurança cognitiva pode mudar o modo como os profissionais de segurança da informação se defendem dos ataques, ajudando-os a “digerir” grandes quantidades de dados. No momento, a IBM Security, divisão de segurança da compannhia, está no meio de um projeto de pesquisa, que já dura um ano, trabalhando com oito universidades para ajudar a treinar Watson para combater o cibercrime. A missão é fazer o Watson aprender a “linguagem da segurança cibernética” para entender o que é uma ameaça, o que faz e quais os indicadores relacionado

Fonte: http://computerworld.com.br/ibm-desenvolve-projeto-seguranca-cibernetica-que-utiliza-recursos-do-watson-0

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