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Meu super-herói predileto é Tony Stark, pois ele não nasceu com um dom alienígena e nem nasceu com super poderes ou teve seu DNA modificado. Ele criou um super-herói motivado por uma necessidade de sobrevivência, com sucatas e muita… muita inteligência e criatividade. O conceito de “super profissional” sempre foi muito questionado durante as diversas transições de tendências no setor de TI.

Vamos esclarecer algumas questões sobre este tema sem causar conflitos, hein!

Generalista ou especialista?

Quantas vezes você se deparou com esta discussão? Eu mesmo já escrevi artigos sobre este assunto e deixei bem claro que ambos se completam.

Generalista em TI conhece de tudo sem se aprofundar ou, aqueles mais completos, são especialistas em um determinado assunto (talvez por formação) e conhecem um pouco sobre o restante. O Generalista é o perfil do gestor que, na minha opinião, tem grande vantagem quando conhece, mesmo que superficialmente, todos os assuntos técnicos tratados pelos seus especialistas que compõem as equipes sob sua orientação.

Especialista em TI, como o nome sugere, tem profundos conhecimentos sobre uma determinada tecnologia e se atualiza a cada inovação que surge naquela tecnologia. Contudo, este profissional, na maioria das vezes, gasta tanta energia (e tempo) para se manter atualizado, que seria impossível exigir dele um acompanhamento sobre outras frentes em TI, o que eu acho muito justo, pois somente um especialista tem o conhecimento necessário para sanar alguns problemas “cabeludos”.

Então você deve se perguntar:

Por que esse cara está escrevendo este artigo se chegou à conclusão que o mercado precisa de Generalistas e Especialistas?

Muito simples. Pelo fato de que tecnologias deixaram de estar vinculadas, exclusivamente, às linguagens de programação. Esta tem sido uma confusão na cabeça das pessoas. A área de TI tornou-se um campo tão vasto que passou por um processo de amadurecimento (e vai continuar sempre evoluindo), que iniciou com o profissional de informática, que teve o primeiro contato com o computador, principalmente nas décadas de 70 e 80 quando esse profissional era reconhecido como o profissional do futuro, mas não vou detalhar este assunto porque quero chegar em outro ponto. Se achar interessante, leia este artigo que escrevi especificamente sobre a evolução das carreiras em TI.

O fato é que linguagens de programação existem e sempre existirão por que nada são além de um idioma que traduz a nossa necessidade para a elaboração de uma ferramenta que será executada em uma máquina, independente da área de negócios que você atue.

Programação é um idioma

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Então se olharmos para a programação como um meio de comunicação entre nós e a máquina, vamos entender que é a mesma relação entre nós e o aprendizado de um idioma qualquer. Por que aprendemos inglês? Por que aprendemos espanhol, alemão, francês, mandarim, japonês ou qualquer outro idioma? Aprendemos para adquirirmos a capacidade de nos comunicarmos (ler, escrever e falar). No meu modo de ver, a única diferença das linguagens de programação para os idiomas, é que não vamos precisar falar códigos de programação para nos comunicarmos, mas precisamos ler e escrever dentro daquela linguagem.

Sendo assim, linguagens de programação não passam de idiomas!

Agora que consegui estabelecer este comparativo, fica mais simples explicar uma tendência que venho defendendo a mais de dez anos. A grande dificuldade sempre foi traduzir a necessidade de uma empresa em sistemas eficientes. Quantas vezes profissionais de informática entregaram algo que não atendeu o usuário? Levante a mão quem nunca passou por esse momento icônico que é a entrega de algo que, apesar de pilhas de documentações e horas e mais horas de reuniões, não atendeu completamente o usuário. Seja porque o usuário não conseguiu passar todas informações com clareza ou o profissional de informática não entendia absolutamente nada daquele assunto e se limitou a apenas codificar uma especificação sem conhecimento de causa.

Mas o problema está onde? O profissional que não soube expressar e detalhar suas necessidades ou o profissional que não soube entender? Muito provavelmente ambos. Mais fácil ainda de entender se você, algum dia, já brincou de telefone sem fio. A informação sofre alterações por falha na comunicação, seja na pronúncia ou na interpretação. Lembrando que, comprovadamente, a maioria dos alunos que vão mal nas disciplinas de exatas, sabem fazer cálculos, conhecem as fórmulas mas não sabem interpretar o texto. Mas isso é tema para outra conversa.

A nova geração de profissionais

Gênio, bilionário, playboy e filantropo.

Além da arrogância óbvia, o cara é programador (criou o melhor assistente pessoal do mundo), engenheiro elétrico, mecânico, físico e ainda consegue levar um “papo cabeça” com Bruce Banner. Tudo isso tendo o mesmo DNA humano como qualquer um de nós!

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Agora fora da Marvel, vamos pegar tudo o que conversamos até aqui e juntar o quebra-cabeça.

  • Profissionais Generalistas e Especialistas são importantes
  • Linguagens de programação são como idiomas
  • O maior inimigo dos projetos é a comunicação entre usuário (quem domina as regras de negócios) e o técnico (quem domina a codificação para criar a ferramenta para atender as regras de negócios)

Quando todos falam o mesmo idioma, fica mais fácil trabalhar em algo comum, correto? Então como seria um projeto onde os profissionais que têm o know-how daquela determinada área de negócios, fossem capazes de criar suas próprias soluções de informática? Seria o fim dos problemas de interpretação, horas de reuniões, tempo gasto em projetos ineficazes, desgastes emocionais. O fim do telefone sem fio!

O mais próximo que chegamos disso foi trabalhar com Scrum, pois, para quem não sabe, é uma filosofia de trabalho onde a equipe técnica é auto gerenciável e está em contato direto com quem conhece as regras de negócios (PO – Product Owner) e, consequentemente, comprometida com um cronograma de entregas que pode ser diário, semanal, quinzenal ou mensal, de acordo com a Sprint (ciclo de entrega) estabelecida. Mas ainda temos a divisão entre quem conhece regras de negócios e quem faz o sistema. Apenas tiramos o Gerente de Projetos que só ficava equilibrando pratos o tempo todo sem algo verdadeiramente efetivo para a eficácia das entregas. Deixando Scrum de lado agora mas se quiser saber mais, vale ler os artigos que escrevi sobre o tema.

Isso significa o fim da carreira de Programador? Sim, pelo menos no formato que conhecemos hoje.

Lógica de programação e suas linguagens de codificação deveriam ser ensinadas a crianças desde o Ensino Fundamental II, quando a criança está no seu ápice de aprendizado das linguagens. Todo profissional deveria ser capaz de criar suas próprias soluções, assim como fazer uma planilha no Excel com fórmulas deixou de ser um mistério. Isto chama-se evolução e ninguém deveria temer algo tão importante. Este é o perfil da nova geração de profissionais, mais eficientes dentro de cada área de atuação (engenharia, vendas, direito, medicina, administração, etc.), enquanto que o profissional de TI, este sim continuaria sendo um Generalista, para saber o que é melhor de TI (estrategicamente) para a empresa, ou um Especialista para lidar não com a criação e codificação, propriamente dita, mas com questões de segurança, armazenamento, tratamento e análise de dados, design, telecomunicações, infraestrutura e outros contextos que realmente requerem o especialista.

Espero que eu tenha conseguido expor de uma maneira clara este ponto de vista e que possam entender que tudo faz parte do amadurecimento de uma carreira muito nova e que tem passado por tantas mudanças em tão pouco tempo. O ser humano evolui e pobre é aquele que pensa termos atingido nosso limite.

Forte abraço a todos e até nossa próxima conversa!

Fonte: Federal Case Notes

https://www.profissionaisti.com.br/2019/10/carreira-em-ti-o-super-profissional/

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