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Estudo com 609 empresas do país, avalia que 78% adotou alguma prática remota para contornar a crise

A crise do Covid-19 forçou as empresas brasileiras a pensarem em alternativas para não pararem de trabalhar. Para entender como essa dinâmica está ocorrendo, a consultoria Mercer fez uma pesquisa com 609 empresas do pais para avaliar os efeitos dessa brusca alteração nos métodos de trabalho forçados pela crise.

O primeiro passo foi identificar a mudança. Ela ocorreu? Sim. De acordo com os resultados, 78% das empresas consultadas oferecem pelo menos uma modalidade alternativa de trabalho, entre home office, trabalho remoto ou jornada flexível.

Apesar de serem maioria, muitas foram pegas de surpresa com a crise: apenas 34% possuem política formal para esse tipo de trabalho, sendo que dessa turma, um total de 22% relata problemas com infraestrutura na implementação da política.

Porém, os efeitos das mudanças parecem positivos. As empresas relataram bons números em diversos aspectos fundamentais: 93% na melhora na qualidade de vida e bem-estar, 79% na produtividade e 78% da retenção.

Bons dados, embora a pesquisa encontre um forte entrave na adaptação dos trabalhadores a nova situação, já que só 61% das empresas ofereceram algum tipo de treinamento para quem alterou sua forma de trabalhar.

Ainda no campo das dificuldades, é baixo o índice de empresas que subsidiam os equipamentos (menos de 20%), excluindo o estritamente necessário, como notebooks, celulares e internet. Outro entrave é a não aceitação do método pelo gesto ou pela liderança, algo indicado por 87%.

E no futuro? Entre as empresas pesquisadas, 15% alegam que essas alternativas estão postas apenas devido à pandemia (COVID-19). Um índice relativamente baixo e que pode indicar mudanças lá na frente, com mais trabalhos sendo deslocados de vez para o trabalho remoto. O fato é que o mundo não será mais o mesmo.

“A pandemia do coronavírus é um novo vetor que está acelerando a quebra de paradigmas laborais e que mudará a concepção de trabalho para sempre”, avalia Rafael Ricarte, líder de produtos de carreira da Mercer Brasil.

Fonte: https://computerworld.com.br/2020/04/15/praticas-de-trabalho-remoto-e-a-principal-alternativa-das-empresas-brasileiras/

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