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Durante IBM Think Digital, Arvind Krishna atualizou portfólio de tecnologias e soluções da companhia. Red Hat ganha protagonismo nas novas ofertas

Arvind Krishna, apontado como o novo CEO global da IBM, em janeiro deste ano e no posto oficial desde o início de abril, assumiu o seu primeiro IBM Think nesta semana em condições adversas. Afinal, a pandemia causada pela covid-19 obrigou organizações mundo afora a rever seus calendários de conferências presenciais. Se em um mundo pré-covid o IBM Think aconteceria nesta semana em São Francisco (CA), agora ele chega via transmissão online com a IBM conseguindo entregar o evento nas mesmas datas, porém no único formato possível.

“Essa pandemia é uma tragédia sem precedentes na história, mas mostra um ponto crítico de virada. As soluções, parcerias e novas formas de trabalhar adotadas vão beneficiar não só hoje, mas mostrarão valor nos próximos anos”, avisou o executivo. “Eu acredito que a história irá olhar para esse momento que a transformação digital acelerou de repente. Juntos, vamos caminhar para um mundo pós-covid”, completou.

Neste mundo atual e daquele que se aguarda superar a covid-19, Krishna reforçou sua crença que a “cloud híbrida e a inteligência artificial são forças dominantes que direcionam a transformação digital de hoje”. Muitos dos anúncios da IBM nesta semana foram em direção à cloud híbrida, um reflexo da compra de US$ 34 bilhões da Red Hat.

Um dos anúncios apresentados por Krishna foi o IBM Cloud Satellite, que ficará disponível em sua versão beta em algumas semanas. Segundo o CEO, a nova oferta baseada em Kubernetes estende os serviços de nuvem para qualquer lugar “satélite” em que o cliente precise deles, como as-a-serviceon premises ou edge. Em resumo, o Cloud Satellite permite que os clientes IBM executem e gerenciem workloads na nuvem a partir de um único painel na cloud pública da IBM, em seus próprios datacenters ou em locais de Edge computing. O IBM Cloud Satellite incluirá o Red Hat Enterprise Linux, serviços como o Red Hat OpenShift, o IBM Cloud Databases e Continuous Delivery.

Em seu keynote, Jim Whitehurst, ex-CEO da Red Hat e agora presidente da IBM, jogou luz sobre a demanda por uma “cloud satélite” nos tempos atuais: “Você precisa de uma arquitetura comum que funcione em todos os ambientes, não apenas de um plano de gerenciamento que permita observar o caos, mas que permita executar em qualquer lugar. “

Não há futuro sem 5G e AI

A IBM também anunciou nesta semana uma série de novos recursos que, segundo a companhia, visam ajudar a vida de CIOs das organizações por meio da oferta Watson AIOps. Para aliviar a carga de trabalho dos líderes de TI das empresas, o Watson AIOps automatiza a autodetectação, o diagnóstico e a resposta a anomalias de TI em tempo real.

Jessica Rockwood, vice-presidente do Watson AIOps Development, explica que ao reunir métricas e alertas com dados não estruturados, como logs e tickets, os algoritmos de aprendizado de máquina do Watson e o entendimento da linguagem natural podem “criar um relatório holístico sintetizado de problemas para identificar e resolver a situação”. O Watson AIOps foi construído na versão mais recente do Red Hat OpenShift para rodar em ambientes de nuvem híbrida.

A IBM também endereçou novidades para o setor de telecomunicações ao revelar o IBM Telco Network Cloud Manager. Segundo a companhia, a nova solução roda também no Red Hat OpenShift e fornece recursos de automação inteligente para orquestrar funções de rede virtual e de contêiner em minutos.

“Provedores de serviço terão a capacidade de gerenciar cargas de trabalho em Red Hat OpenShift e Red Hat OpenStack Platform, o que ajudará as operadoras de telecomunicações a modernizar suas redes para maior agilidade e eficiência, além de fornecer novos serviços hoje e à medida que a adoção do 5G se expande”, explicou a IBM.

Outra novidade é o IBM Edge Application Manager. A solução de gerenciamento autônoma projetada para permitir que cargas de trabalho corporativas de IA, analítica e IoT sejam implementadas e gerenciadas remotamente, fornecendo análise em tempo real e insights em escala. A solução permite o gerenciamento de até 10.000 nós de borda (edge nodes) simultaneamente por um único administrador. “É a primeira solução a ser desenvolvida por um projeto inovador de código aberto, o Open Horizon, projetado por engenheiros da IBM para permitir que uma única pessoa gerencie com segurança uma rede tão vasta de dispositivos de borda”, destacou a gigante de tecnologia.

Anúncios endereçados para a chamada Edge computing preveem a nova onda de 5G, que promete destravar inovações sem precedentes ao habilitar sensores e coleta de informações na ponta em diferentes indústrias e verticais. Tais soluções que vão desde carros autômos a fábricas inteligentes poderão se beneficiar da latência de poucos milissegundos, habilitada pela Edge computing.

“No ambiente incerto de hoje, nossos clientes procuram se diferenciar criando experiências de usuário mais inovadoras e responsivas, adaptáveis e continuamente disponíveis – desde o data center até a borda”, disse Denis Kennelly, gerente geral, IBM Hybrid Cloud. “A IBM está ajudando os clientes a liberar todo o potencial de edge comptuing e do 5G com ofertas multicloud e híbridas, que reúnem o Red Hat OpenShift e nossa experiência na indústria”.

Fonte: https://computerworld.com.br/2020/05/06/cloud-hibrida-e-ai-os-imperativos-da-transformacao-digital-segundo-novo-ceo-da-ibm/

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