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A internet do espaço e como ela fornece banda larga mesmo em locais mais  remotos - Canaltech

Para muitos, especialmente aqueles que vivem nos grandes centros urbanos e contam com diversas opções de Internet a cabo ou fibra, os satélites que fornecem banda larga ainda são um tanto incomuns e distantes. Para oferecer um melhor contexto sobre como esta tecnologia evoluiu, precisamos olhar para 2003, quando foi lançado o primeiro satélite desenvolvido para a Internet de banda larga. Em menos de duas décadas, a velocidade máxima fornecida por esta tecnologia aumentou de 2 Mbps para 100 Mbps, destacando seu potencial futuro.

Para entender melhor como funciona a conectividade por satélite e suas capacidades, discutiremos abaixo os principais atributos sobre a tecnologia.

Do ponto A ao ponto B

A forma como a maior parte da Internet funciona hoje em dia é um processo simples em três partes: o provedor de serviço de internet (ISP) recebe o sinal via fibra de um conjunto de servidores de dados, transfere esse sinal para uma estação (ou hub) central e depois o distribui para os modems dos seus clientes.

O principal diferencial da tecnologia de satélite é que ela não exige uma conexão física, como coaxial e de fibra, entre estação central e os modems localizados dentro das residências. Assim,  pessoas que moram em locais distantes ou que ainda não se beneficiaram da expansão da infraestrutura de cabos das empresas de telecomunicações podem tirar proveito desta tecnologia de satélite, e também desfrutar de acesso à Internet de boa qualidade e alta velocidade.

Tanto a estação central quanto a casa do assinante individual devem ter antenas para enviar sinais em ondas de rádio para o satélite localizado na órbita terrestre. Essa comunicação ocorre na velocidade da luz, de forma que o sinal para carregar uma página ou vídeo enviado pelo roteador na sua residência chega ao servidor do provedor e retorna com a informação para o seu dispositivo doméstico em menos de um segundo.

Em comparação com uma antena de TV tradicional, a antena de internet via satélite conta com uma unidade integrada de transmissão e recepção (TRIA). Ela é a responsável por enviar o sinal para o satélite, tornando possível a comunicação de duas vias – em oposição às transmissões de televisão, que contam com transmissão em apenas um sentido.

Os satélites geoestacionários orbitam a uma altitude de 35.786 km da Terra e alinhados à linha do Equador — detalhe necessário para sincronizar a velocidade de rotação do artefato com a da Terra e assim estar sempre  em sincronia com as antenas terrestres.

Questão de milissegundos

Apesar de os dados serem transportados quase que instantaneamente, a distância percorrida cobra o seu preço em um aspecto: a latência. De forma resumida, a latência é o cálculo do tempo em que você recebe a informação após enviar o sinal relacionado. No caso dos satélites o tempo médio é de 638 milissegundos, quando em conexões cabeadas a medida é de 30 ms.

Porém, essa diferença não tem impacto na maior parte das operações do dia a dia digital, como, por exemplo, em internet banking, videoconferências, até no streaming de filmes e músicas em alta definição. A exceção é no caso de jogos multiplayer online, em especial FPS (tiro em primeira pessoa), onde qualquer detalhe de latência faz diferença na velocidade dos comandos — inclusive a taxa de atualização de tela do monitor e o tempo de resposta de mouses e teclados, por exemplo. A experiência não é prejudicada modalidades como de jogos por turnos ou mesmo ao realizar o download de jogos.

E se a velocidade da Internet via satélite aumentou 50 vezes em 20 anos, imagine o impacto da tecnologia de satélite nas próximas décadas com o crescimento da inovação no setor. Redes verdadeiramente globais por meio da tecnologia de satélite seguem em desenvolvimento, tanto por satélites de baixa órbita quanto por constelações de satélites como o ViaSat-3, que deverá fornecer capacidade adicional de satélite, incluindo maiores volumes de dados, cobertura expandida e velocidades mais altas.

Por Bruno Henriques

Fonte: https://canaltech.com.br/infra/a-internet-do-espaco-e-como-ela-fornece-banda-larga-mesmo-em-locais-mais-remotos/

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