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No Brasil, 48% das empresas conseguiram enfrentar aumento no volume de dados, enquanto 35% tiveram dificuldades para atender à necessidade

Pesquisa global realizada com mais de 700 pessoas em três países mostra que a demanda por dados aumentou durante a pandemia de Covid-19 para 84% dos entrevistados. No entanto, apesar da crescente necessidade de dados como apoio ao negócio, um terço dos entrevistados ainda enfrenta a má qualidade das informações capturadas.

A Pesquisa Global de Gestão de Dados foi realizada nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, em novembro de 2020, pela Insight Avenue para a Experian, com profissionais que ocupam cargos de liderança em diferentes departamentos, como finanças, tecnologia, operações, atendimento ao consumidor, gerenciamento de dados, entre outros.

No Brasil, 83% dos respondentes afirmaram que a demanda por dados aumentou durante a pandemia, sendo que 48% observaram este aumento e conseguiram endereçá-lo, enquanto 35% enfrentaram dificuldades para atender à necessidade. Este movimento, impulsionado pela mudança no comportamento dos consumidores, que agora priorizam compras e outras experiências on-line, fez com que os negócios também se tornassem mais dependentes dos dados.

Para 80% dos entrevistados no Brasil, a aceleração da transformação digital impulsionada pela Covid tornou a empresa mais dependente de dados. A média global para essa questão foi de 72%.

“A pandemia tem sido um catalisador para a esperada transformação digital. As empresas precisam se mover ainda mais rapidamente para atender às necessidades em constante mudança dos clientes, e os líderes sabem que a tomada de decisões com base em dados é a chave para evoluir da maneira certa”, diz Julio Guedes, diretor de Decision Analytics da Serasa Experian.

Apesar da maior dependência e da necessidade de insights confiáveis para a tomada de decisão, os negócios ainda enfrentam dificuldades com a qualidade das informações capturadas de consumidores e empresas. O relatório aponta que 32% das companhias no mundo dizem que esses dados são imprecisos e que 55% dos líderes não confiam nas respostas.

Por conta disso, mais da metade dos participantes afirmam que melhorar a qualidade é uma prioridade. No Brasil, o número de respondentes chega a 62% nesta questão. Outra falha causada pela falta de segurança nos insights é a falta de agilidade: 54% dos respondentes brasileiros admitiram este problema, o que acabou impactando a resposta às mudanças geradas pela pandemia de Covid-19. O Reino Unido foi o mais afetado, com 64% dos entrevistados afirmando o problema da falta de agilidade, enquanto nos Estados Unidos, 62% concordaram com isso, mesmo número da média global.

A maior parte dos entrevistados afirma ter um problema com falta de habilidade dos profissionais para lerem os dados (62% no mundo e 59% no Brasil). Por isso, oito em cada dez dizem estar contratando pessoas para funções dedicadas aos dados nos próximos seis meses, pela média global. Segundo o relatório, outro ponto de melhoria sinalizado na pesquisa é a oferta de mais tecnologia para as equipes, para 77% dos líderes no Brasil e 82% no mundo.

“É preciso voltar ao básico: investir em pessoas, processos e ferramentas para criar resiliência contra riscos futuros. Alocar recursos nas áreas certas fará com que o retorno do melhor gerenciamento dos dados venha mais rapidamente”, comenta Guedes.

Bem social

A pandemia de Covid-19 expôs o potencial do uso dos dados também para o benefício da sociedade, segundo o relatório da Experian. No Brasil, 87% dos entrevistados confirmaram que poderiam usar seus dados para o bem comum, acima da média global de 77%. Além disso, 81% disseram que foram capazes de fazer isso ao longo dos meses de distanciamento social no país.

Localmente, as companhias se mostraram mais dispostas a compartilhar talentos que atuam com dados para desenvolver soluções, aumentar a colaboração entre empresas e fornecer treinamentos e ferramentas para quem perdeu o emprego por conta da pandemia. Entre outros pontos citados estão trabalho voluntário e oferta de informações para organizações não-governamentais e órgãos do governo.

“É animador ver as organizações olhando além do que pode incrementar seus processos e atingindo positivamente a sociedade. E essa utilização dos dados para o bem vai permanecer depois da pandemia e deve seguir quando a vida voltar ao normal”, finaliza Guedes.

Fonte: https://computerworld.com.br/negocios/8-em-cada-10-empresas-diz-que-demanda-por-dados-aumentou-durante-a-pandemia-diz-estudo/

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